"Botafogo joga de diversas maneiras", diz Jair Ventura, contra sistema fixo

Colo-Colo, Olimpia, Estudiantes, Atlético Nacional e, agora, o Nacional, do Uruguai. Foram cinco campeões de Libertadores eliminados pelo Botafogo. O técnico derrotado por 2 a 0 nesta quinta à noite, Martín Lasarte, rendeu-se ao trabalho eficiente e coletivo do Botafogo. Acha a equipe diferente do futebol típico brasileiro, em que cada equipe tem ao menos um craque para desequilibras, mas elogiou a organização, o bom nível técnico dos jogadores, a identidade. 

No "Seleção SporTV" desta quinta, realizado no estádio Nilton Santos, palco das últimas alegrias alvinegra, o técnico Jair Ventura, a grande estrela do atual Botafogo, que conduz o time às quartas do maior torneio sul-americano e às semifinais da Copa do Brasil, tem sido elogiado pelo padrão de jogo da equipe, muito organizada taticamente, defendendo bem e partindo para atacar sem deixar espaços atrás. O técnico explicou, no entanto, que, apesar de ter um esquema favorito para armar a equipe, no qual utiliza três volantes (Rodrigo Lindoso, Bruno Silva e Matheus Fernandes, os favoritos do momento), não se incomoda em ter de mudá-lo caso não tenha à mão as peças corretas de reposição.

Se a gente está jogando com três volantes e eu perco dois deles, e os outros que eu tenho não têm a mesma característica, prefiro abrir mão do sistema e botar jogadores que estão num melhor momento de outras posições."

Jair Ventura, técnico do Botafogo

- Em alguns momentos você tem que fazer algumas coisas diferentes porque precisa de um resultado. Eu não posso ter que ganhar uma partida e botar mais volantes ou então mais zagueiros. Também não me prendo a uma única maneira de jogar. Se a gente está jogando com três volantes e eu perco dois deles, e os outros que eu tenho não têm a mesma característica, prefiro abrir mão do sistema e botar jogadores que estão num melhor momento de outras posições. Ano passado fiz muito isso com o Diogo,adiantando ele, fazendo o 4-2-3-1, quando eu perdia um dos volantes, porque eu tenho mania de quatro forte, ter saída pelos dois lados, e essa dobra ofensiva, com os dois laterais. Fiz isso com o Gilson também, contra o Atlético-MG, a gente conseguiu mais um gol, e eu vou fazer outras vezes. Não vou ficar preso a um sistema de três volantes se eu não tenho os três volantes. a gente só muda por necessidade. Eu não vou mudar uma coisa que está dando certo. 

O técnico deu o exemplo também do atacante Guilherme, que foi bem contra o Barcelona de Guayaquil no empate por 1 a 1 (Libertadores) e contra o Sport (Copa do Brasil), quando marcou dois gols na vitória por 2 a 1, de virada, e o time com um jogador a menos, praticamente garantindo a classificação para as quartas da Copa do Brasil. Depois disso, Jair se viu na necessidade de arrumar uma vaga para o atacante na equipe, que por um tempo passou a jogar com dois volantes. Ainda lembrou que em casa, contra Colo-Colo, Olimpia e Estudiantes, o time entrou com a formação do 4-2-3-1.

Jogamos só com dois volantes e vencemos as partidas. Então, vai ter momentos em que vamos jogar com três atacantes, principalmente se estiver precisando do resultado. Já terminei partidas sem volantes, só com meias e atacantes."

Jair Ventura, técnico do Botafogo

- Jogamos só com dois volantes e vencemos as partidas. Então, vai ter momentos em que vamos jogar com três atacantes, principalmente se estiver precisando do resultado. Já terminei partidas sem volantes, só com meias e atacantes. O Botafogo joga de diversas maneiras, isso não me incomoda não. Mas eu também tenho a consciência de que hoje o time com três volantes, a gente neste sistema, é o ideal. Só que quando eu perco dois desses volantes eu tenho que mudar - disse o treinador, que depois, perguntado pelo sistema que implanta, entregou: - A gente joga no losango e defende no quadrado.

Jair Ventura comentou também o que espera do confronto pelas semifinais da Copa do Brasil contra o Flamengo, um rival local, que teve investimento maior na temporada para montar sua equipe joga todas as suas fichas na competição de mata-mata, pois saiu cedo na Libertadores e está praticamente sem chances de título no Brasileirão. Também falou da amizade com Zé Ricardo, treinador demitido da equipe rubro-negra.

 A gente sabe que vai ser um grande jogo (contra o Fla), é diferente um clássico, é uma situação que mexe, é o nosso rival. Mas tem que ser dentro do campo, eu fiquei amigo do Zé Ricardo, outro dia mesmo liguei para ele, a gente se fala

Jair Ventura, técnico do Botafogo

- Primeiro quero aproveitar a oportunidade para dizer que tem que ser o clássico da paz. Depois da violência que o Nacional fez ontem... A gente não tem que ter mais isso (...) A rivalidade já vem antes de eu nascer, né? Meu pai (Jairzinho) conhece bem, pegou a época boa...  A gente sabe que vai ser um grande jogo, é diferente um clássico, é uma situação que mexe, é o nosso rival. Mas tem que ser dentro do campo, eu fiquei amigo do Zé Ricardo, outro dia mesmo liguei para ele, a gente se fala (...) É um clássico, a gente vai fazer tudo o que vem fazendo. Para a gente buscar o resultado, tem que deixar essa situação de investimento de lado, e quando o juiz apitar, quem tiver mais entrega, quem for mais organizado dentro da partida e for mais decisivo, no final vai levar a classificação. Uma equipe como o Flamengo, que propõe o jogo, e uma equipe reativa, como é o Botafogo, que também tem as suas armas. A tendência é de um grande jogo.

Fonte: Globo.com

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